Orçamento de obra para instaladoras e engenharia: como fazer e exemplo

Neto Concon18 min de leitura

Orçamento de obra: as etapas do custo direto ao preço de venda de uma instaladora

Orçamento de obra é a conta que diz quanto uma obra vai custar e por quanto ela deve ser vendida: quantidades de material e serviço, custo de cada item, mão de obra, custos indiretos, impostos e lucro. Para uma instaladora ou uma empresa de engenharia, ele é mais do que um preço para mandar ao cliente. É a promessa de margem da obra, assinada antes de a primeira equipe entrar no canteiro.

Este guia explica o que é orçamento de obra, os tipos de orçamento, como fazer um orçamento de obra em sete etapas e mostra um exemplo completo de uma instaladora de climatização, do custo direto ao BDI e ao preço final. No fim, mostra por que o orçamento só cumpre o papel dele quando pode ser conferido contra o que a obra de fato gastou.

O que é orçamento de obra

O orçamento de obra é a previsão de todos os gastos necessários para executar um escopo definido, somada às despesas da empresa, aos impostos e ao lucro desejado. Ele responde a duas perguntas ao mesmo tempo. A primeira é técnica: o que precisa ser comprado, instalado e pago para entregar a obra. A segunda é comercial: por quanto vender para que a obra pague a empresa e ainda deixe dinheiro.

Todo orçamento tem três camadas:

  • Custo direto. Tudo o que existe por causa daquela obra e pode ser atribuído a ela: equipamentos, materiais, mão de obra de execução, locação de máquinas, mobilização da equipe.
  • Custos e despesas indiretos. A parte da estrutura da empresa que a obra precisa ajudar a pagar, como escritório, engenharia, compras e financeiro, além de seguros, garantias, riscos e custo financeiro.
  • Lucro e tributos. O que a empresa quer que sobre e os impostos que incidem sobre o preço de venda.

As duas últimas camadas costumam entrar no preço por um percentual sobre o custo direto, o BDI (benefícios e despesas indiretas). É por isso que um erro no custo direto não fica parado onde nasceu: ele é multiplicado pelo BDI e vai inteiro para o preço, ou sai inteiro da margem.

O que muda no orçamento de quem instala

Quase todo conteúdo sobre orçamento de obra foi escrito para quem constrói casa ou prédio, com custo por metro quadrado, CUB e tabelas de referência como o SINAPI. Uma instaladora de climatização, elétrica, isolamento ou montagem industrial tem outra conta, e ela muda o que importa acertar.

Ponto Obra civil típica Instaladora e engenharia
O que pesa no custo Muitos insumos de valor parecido Poucos equipamentos caros e o homem-hora da equipe
Referência de preço Tabelas públicas por serviço Cotação de fornecedor, muitas vezes em dólar ou com reajuste rápido
Produtividade Índices de tabela funcionam razoavelmente Depende da equipe, da altura, do acesso e da frente liberada pelo cliente
Custos de mobilização Canteiro fixo por meses Deslocamento, alojamento e locação de plataforma a cada obra
Onde a margem some Desperdício e prazo Preço do equipamento entre orçar e comprar, retrabalho e espera de frente

Na prática, isso quer dizer que a instaladora ganha ou perde a obra em três ou quatro linhas do orçamento. A curva ABC de obra mostra quais são, e é nelas que o tempo de cotação e de conferência precisa estar.

Tipos de orçamento de obra

Os tipos de orçamento de obra se diferenciam pelo grau de detalhe e, por consequência, pela margem de erro. Cada um serve a um momento da venda.

Tipo Como é feito Quando usar Precisão esperada
Estimativo Indicador global, como valor por metro quadrado ou por tonelada de refrigeração de obras parecidas Primeira conversa, para saber se o cliente cabe no orçamento dele Baixa, erro de 20% a 30% é comum
Preliminar ou paramétrico Grandes grupos de serviço com quantidades aproximadas e custos de obras anteriores Proposta inicial, antes do projeto completo Média
Analítico ou detalhado Quantitativo item a item, composição de custo unitário, cotação de insumos e BDI calculado Proposta final e contrato Alta, se as premissas forem conferidas

Existe ainda a distinção entre orçamento analítico e sintético, que é de apresentação, não de método. O analítico mostra a composição de cada item: material, mão de obra, equipamento e produtividade. O sintético mostra só a lista de itens com quantidade, preço unitário e total, e é o que costuma ir para o cliente. Por trás de um bom sintético sempre existe um analítico.

O erro mais caro é usar o estimativo como se fosse o detalhado: fechar a obra com o número da primeira conversa porque o cliente gostou dele.

Uma boa prática é deixar claro na proposta qual tipo de orçamento está sendo apresentado e qual a validade dos preços. Assim o cliente sabe que o número da primeira conversa é uma faixa, e a empresa não fica presa a ele quando o projeto completo mostrar outra quantidade.

Como fazer um orçamento de obra em 7 etapas

Como fazer um orçamento de obra que o diretor possa assinar sem refazer a conta: siga as etapas na ordem, e registre a fonte de cada número.


As 7 etapas do orçamento de obra: escopo, quantitativos, composições, cotação, mão de obra, indiretos, e BDI e preço

1. Escopo e visita técnica

Antes de qualquer conta, defina o que está dentro e o que está fora: quais ambientes, quais equipamentos, quem faz a parte civil, quem fornece a energia no ponto, em que horário a equipe pode trabalhar, quem libera cada frente. A visita técnica confirma acesso, altura, rotas de tubulação e interferências. Boa parte do prejuízo de obra vem de escopo que ninguém escreveu. O guia de escopo de projeto mostra como definir e controlar essa fronteira.

2. Levantamento de quantitativos

A partir do projeto, levante as quantidades de cada item: número de equipamentos, metros de tubulação por diâmetro, metros de cabo, pontos, suportes, metros quadrados de isolamento. Registre de qual folha do projeto saiu cada quantidade e qual perda foi considerada. Quantitativo sem origem não pode ser conferido depois.

3. Composição de custo unitário

Cada serviço vira uma composição: quanto de material, quantas horas de cada profissional e quanto de equipamento são necessários para executar uma unidade. Instalar um metro de tubulação de cobre isolada, por exemplo, consome tubo, isolamento, suporte, solda e uma fração de hora de mecânico e de ajudante. A composição é o que permite saber por que um item custa o que custa.

4. Preços de insumos com fonte e data

Cote os itens que pesam com mais de um fornecedor e anote a data e a validade da cotação. Em equipamentos importados e em cobre, o preço pode mudar em semanas. Um orçamento que vai ser assinado daqui a 40 dias precisa dizer qual preço vale até quando, ou prever o reajuste.

5. Mão de obra pela produtividade real

O custo do homem-hora inclui salário, encargos, benefícios, EPI e ferramentas. Mas o número que decide a margem é a produtividade: quantas horas a sua equipe leva para instalar uma unidade, nas condições daquela obra. Índices de tabela são um ponto de partida. A produtividade das últimas obras parecidas é a referência que protege a margem.

6. Custos indiretos da obra e mobilização

Some o que a obra consome e que não aparece em nenhum item: locação de plataforma e içamento, deslocamento, alojamento, alimentação, encarregado em tempo integral, testes e comissionamento, documentação e as-built. São itens pequenos isolados e grandes somados.

7. BDI e preço de venda

Por fim, aplique o BDI sobre o custo direto para chegar ao preço. Ele precisa refletir a estrutura real da empresa, o risco daquela obra, o custo financeiro do prazo de recebimento, os tributos do regime da empresa e o lucro desejado. O cálculo aparece na seção do BDI, logo abaixo.

Orçamento de obra: exemplo de uma instaladora

Uma instaladora de climatização orça um escritório corporativo de 1.200 m² com sistema VRF, para execução em quatro meses. Depois do levantamento e das cotações, o custo direto fica assim:

Item Base Valor
Condensadoras VRF Cotação de fornecedor R$ 300 mil
Mão de obra de instalação 2.400 homens-hora a R$ 65, com encargos R$ 156 mil
Evaporadoras Cotação de fornecedor R$ 120 mil
Elétrica e comando Quantitativo do projeto R$ 40 mil
Tubulação de cobre Metros por diâmetro, com perda R$ 38 mil
Locação de equipamentos Plataforma e içamento R$ 24 mil
Isolamento térmico Metros de tubulação isolada R$ 22 mil
Mobilização Deslocamento e alojamento R$ 20 mil
Custo direto R$ 720 mil

Três itens, condensadoras, mão de obra e evaporadoras, fazem R$ 576 mil, ou 80% do custo direto. É nesses três que um erro de 5% vira dinheiro de verdade: 5% de R$ 576 mil são R$ 28,8 mil, quase metade do lucro planejado da obra.

Com o BDI de 26,6% calculado na próxima seção, o preço de venda é de R$ 911,3 mil. Dentro dele, a empresa prevê R$ 43,2 mil para administração central, seguros, riscos e garantias, R$ 7,6 mil de despesa financeira, R$ 78,8 mil de tributos e R$ 61,7 mil de lucro.

Esse lucro é a promessa que o diretor está assinando. Ele depende de que cada uma das linhas acima aconteça como foi orçada.

Do custo ao preço: o BDI

O BDI transforma o custo direto em preço de venda. A forma mais usada no Brasil é a fórmula adotada pelo TCU para obras públicas, que também serve bem para obras privadas porque separa o que incide sobre o custo do que incide sobre o preço:

BDI = [(1 + AC + S + R + G) × (1 + DF) × (1 + L) / (1 − I)] − 1

Em que AC é a administração central, S, R e G são seguros, riscos e garantias, DF são as despesas financeiras, L é o lucro e I são os tributos sobre o preço. No exemplo:

Componente Percentual
Administração central 4%
Seguros, riscos e garantias 2%
Despesas financeiras 1%
Lucro 8%
Tributos sobre o preço 8,65%
BDI resultante 26,6%

A conta é (1,06 × 1,01 × 1,08) / (1 − 0,0865) − 1, que dá 26,6%. Multiplicado pelo custo direto de R$ 720 mil, chega-se aos R$ 911,3 mil.


Gráfico em cascata do custo direto de R$ 720 mil ao preço de venda de R$ 911,3 mil: mais R$ 43,2 mil de administração, seguros e riscos, R$ 7,6 mil de despesa financeira, R$ 61,7 mil de lucro e R$ 78,8 mil de tributos, BDI de 26,6%

Dois cuidados evitam a maior parte dos erros com BDI. O primeiro é não colocar no custo direto o que já está no BDI, como a administração central, nem no BDI o que já está no custo direto, como a mobilização. O segundo é não aplicar o mesmo BDI a tudo sem pensar: equipamento comprado e repassado tem risco e custo financeiro diferentes de serviço executado, e algumas empresas usam um BDI menor para fornecimento de equipamento. A lógica é a mesma da formação de preço de venda e do markup em outros setores.

Os erros que mais comem a margem

Os erros de orçamento quase nunca são de conta. São de premissa:

  • Usar o estimativo como preço final. O número da primeira conversa vira contrato sem passar pelo detalhado.
  • Cotação vencida. O equipamento foi cotado no dia do orçamento e comprado dois meses depois, a outro preço.
  • Produtividade de tabela. A equipe da empresa leva mais horas do que o índice usado, e ninguém mediu isso nas obras anteriores.
  • Escopo sem fronteira. O que é do cliente e o que é da instaladora não foi escrito, e a diferença é absorvida em campo.
  • Indiretos esquecidos. Plataforma, alojamento e comissionamento ficam de fora porque não aparecem no projeto.
  • BDI copiado. O percentual é o de sempre, mesmo quando o prazo de recebimento, o risco ou o regime tributário mudaram.
  • Desconto sem conta. O comercial reduz o preço para fechar sem ver quanto do lucro planejado foi embora. A margem de contribuição mostra até onde o desconto pode ir.

Boa parte desses erros nasce da própria ferramenta. A planilha de orçamento de obra mostra os que a planilha esconde e como estruturá-la para que eles apareçam.

O orçamento depois da assinatura

O orçamento costuma ser arquivado no dia em que o contrato é assinado. É aí que ele perde o valor. O mesmo documento que formou o preço deveria ser a régua da obra.

No exemplo da obra de VRF, o custo direto realizado fechou em R$ 793,5 mil, R$ 73,5 mil acima do orçado. O cobre foi comprado mais caro e parte da tubulação foi refeita por mudança de traçado. A equipe gastou 2.900 horas em vez de 2.400, entre retrabalho e espera de frente. A plataforma ficou duas semanas a mais. Os R$ 61,7 mil de lucro viraram um prejuízo de R$ 11,8 mil, e a empresa só viu isso no fechamento.

Nenhum desses desvios era invisível. Eles apareceriam se o orçamento fosse comparado com o realizado item a item, durante a obra:

  • Custo orçado x realizado. Cada compra e cada hora apropriada à obra, contra a linha do orçamento. É o assunto do guia de custo de obra.
  • Medição x custo. No segundo mês, a obra tinha 55% medidos e já 62% do custo orçado gasto. A medição de obra mostra quanto faturar. Comparada com o custo, mostra se a margem ainda está lá.
  • Itens da classe A toda semana. Os três itens que fazem 80% do custo merecem acompanhamento semanal. Os outros, mensal.

O mesmo vale para a próxima proposta. A produtividade que a equipe realmente teve, o preço que o cobre realmente custou e as semanas de plataforma que a obra realmente usou são a melhor fonte para o próximo orçamento. A empresa que guarda o realizado de cada obra orça a seguinte com números próprios, e não com índices de tabela ou com a memória do orçamentista. É assim que o orçamento melhora a cada obra, em vez de repetir os mesmos erros.

Somada obra a obra, essa conta forma a DRE gerencial por obra, que mostra quais tipos de obra, clientes e regiões de fato dão lucro.

Quando a planilha deixa de dar conta

Na maioria das instaladoras e empresas de engenharia, o orçamento mora numa planilha montada por um orçamentista, copiada de obra em obra. Cada proposta tem sua versão, os preços de insumo têm datas diferentes, a produtividade é a do último orçamento que deu certo e o BDI é o de sempre. Depois da assinatura, o realizado vai para outra planilha, ou para o ERP, que não conversa com o orçamento. Ninguém consegue dizer, no meio da obra, se a margem vendida ainda existe.

O que a diretoria quer é assinar a proposta sabendo que ela vai sobrar dinheiro, e ver a cada semana se a obra continua no caminho. Isso acontece quando a regra do orçamento sai da cabeça do orçamentista e vira sistema: insumos com fonte e data, composições com a produtividade real da equipe, BDI calculado pela regra da empresa, e o realizado de compras e horas lançado contra o mesmo item. A passagem da planilha para um painel em que a diretoria confia está em da planilha ao dashboard.

Por onde seguir

Para estruturar a ferramenta, a planilha de orçamento de obra, aba por aba. Para saber onde concentrar a cotação e o acompanhamento, a curva ABC de obra. Para acompanhar a obra depois da assinatura, o custo de obra orçado x realizado e a medição de obra. E para a lógica de margem por trás do preço, a margem de contribuição, a formação de preço de venda e o ponto de equilíbrio da empresa.

Perguntas frequentes

O que é orçamento de obra?

É a previsão de todos os gastos para executar um escopo definido, somada às despesas da empresa, aos tributos e ao lucro. Ele tem três camadas: custo direto, custos e despesas indiretos, e lucro com tributos. As duas últimas costumam entrar pelo BDI, um percentual sobre o custo direto. O resultado é o preço de venda e a margem que a empresa espera ganhar com a obra.

Como fazer um orçamento de obra?

Siga sete etapas: definir o escopo e fazer a visita técnica, levantar os quantitativos, montar as composições de custo unitário, cotar os insumos com fonte e data, calcular a mão de obra pela produtividade real da equipe, somar os custos indiretos e a mobilização, e aplicar o BDI para chegar ao preço. Registre de onde saiu cada número. Assim o orçamento pode ser conferido antes de assinar e comparado com o realizado depois.

Quais são os tipos de orçamento de obra?

Os principais são o estimativo, o preliminar ou paramétrico e o analítico ou detalhado. O estimativo usa um indicador global, como valor por metro quadrado, e serve para a primeira conversa. O preliminar trabalha com grandes grupos de serviço. O analítico detalha item a item, com composição de custo e BDI calculado, e é o que deve virar contrato.

Qual a diferença entre orçamento analítico e sintético?

É uma diferença de apresentação. O analítico mostra a composição de cada item: material, mão de obra, equipamento e produtividade. O sintético mostra só a lista de itens com quantidade, preço unitário e total, e costuma ser o que vai para o cliente. Um bom sintético sempre tem um analítico por trás, que é onde a empresa confere a conta.

O que é BDI no orçamento de obra?

BDI significa benefícios e despesas indiretas. É o percentual aplicado sobre o custo direto para cobrir administração central, seguros, riscos, garantias, despesas financeiras, tributos sobre o preço e lucro. A fórmula mais usada é a do TCU, que separa o que incide sobre o custo do que incide sobre o preço. Num exemplo com 8% de lucro e 8,65% de tributos, o BDI fica em torno de 26,6%.

Qual a diferença entre custo direto e indireto na obra?

Custo direto é tudo o que existe por causa daquela obra e pode ser atribuído a ela, como equipamentos, materiais, mão de obra de execução, locação e mobilização. Custo indireto é a parte da estrutura da empresa que a obra ajuda a pagar, como escritório, engenharia e financeiro. Misturar os dois faz a empresa cobrar a mesma coisa duas vezes ou não cobrar nenhuma.

Como calcular a mão de obra num orçamento de obra?

Multiplique as horas necessárias pelo custo do homem-hora. O custo inclui salário, encargos, benefícios, EPI e ferramentas. As horas saem da produtividade: quantas horas a equipe leva para executar uma unidade de cada serviço. Usar a produtividade medida nas últimas obras parecidas, e não só índices de tabela, é o que protege a margem.

Por que o orçamento de instaladora é diferente do de construtora?

Porque o custo se concentra em poucos equipamentos caros e no homem-hora da equipe, e não em muitos insumos de valor parecido. Os preços vêm de cotação de fornecedor e mudam rápido, a produtividade depende do acesso e da frente liberada, e cada obra tem mobilização própria. Por isso a instaladora ganha ou perde a obra em três ou quatro linhas do orçamento.

Quais os erros mais comuns em orçamento de obra?

Fechar com o número do orçamento estimativo, usar cotação vencida, calcular a mão de obra com produtividade de tabela, deixar o escopo sem fronteira, esquecer custos indiretos como plataforma e alojamento, copiar o BDI de outra obra e dar desconto sem ver quanto do lucro sai. Quase todos são erros de premissa, não de conta. Registrar a origem de cada número é o que permite encontrá-los.

Como saber se a obra está dando a margem orçada?

Comparando o orçamento com o realizado durante a obra, item a item. Cada compra e cada hora apropriada à obra vai contra a linha correspondente do orçamento. Comparar a medição com o custo já gasto também ajuda: se a obra tem 55% medidos e 62% do custo consumido, a margem está indo embora. Esperar o fechamento é descobrir o prejuízo quando não há mais o que fazer.

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